Maris Rotta Terapeuta
Terapeuta Profissional em Leitura Corporal
Tem coisas que o tempo não apaga.
Só amadurece.
Essa poesia voltou para mim hoje com outro peso, outra compreensão…
Na adolescência, eu a declamava com a emoção de uma filha.
Hoje, declamo também com o coração de mãe.
Entre uma versão e outra de mim, houve tempo, escolhas, perdas, renúncias, amadurecimento e amor. Muito amor.
O CTG me ensinou sobre tradição, respeito, postura e pertencimento.
E talvez seja isso que mais carregamos daquilo que vivemos na juventude: as raízes que ajudam a sustentar quem nos tornamos.
Ser mãe não é sobre perfeição.
É sobre presença.
Sobre sustentar mesmo cansada.
Sobre amar até quando falta força.
Sobre formar seres humanos enquanto também seguimos tentando nos construir.
Essa poesia faz parte da minha história.
E hoje, compartilhar ela nesse Dia das Mães, tem um significado que talvez a menina que fui ainda não pudesse compreender completamente.
Feliz Dia das Mães para as mulheres que sustentam uma família com amor, firmeza, coragem e silêncio. 🤍
Isso não é sinceridade.
É falta de filtro.
E o problema não é falar a verdade.
É usar a verdade como desculpa
para não desenvolver maturidade.
Tem gente que chama de autenticidade…
o que, na prática, é só impulsividade.
Fala o que vem à cabeça,
na hora que vem,
do jeito que vem—
e depois se protege com:
“eu sou assim”.
Não é força.
É falta de elaboração.
Porque verdade sem critério
vira grosseria.
E opinião sem responsabilidade
vira invasão.
Nem tudo que é verdade
precisa ser dito.
E nem tudo que é dito
tem valor.
Adultos não despejam.
Adultos escolhem.
Agora me diz:
isso é sinceridade…
ou só falta de filtro?
As pessoas gostam de acreditar que são diferentes dos predadores.
Mais conscientes. Mais evoluídas. Mais humanas.
Mas observa com honestidade:
Teu sofrimento raramente incomoda alguém.
Na verdade… muitas vezes ele é confortável.
Porque ele não ameaça.
Não expõe.
Não compara.
Agora tenta crescer.
Se posicionar.
Mudar de padrão.
Parar de pedir aprovação.
E repara no que acontece.
O incômodo aparece.
Não porque você fez algo errado—
mas porque evolução revela.
Revela quem estagnou.
Revela quem se acomodou.
Revela quem não teve coragem.
E nem todo mundo sustenta esse espelho.
Então não se confunda:
Nem todo mundo quer te ver mal.
Mas muitos também não querem te ver melhor.
E isso diz mais sobre eles…
do que sobre você.
Agora me diz, com sinceridade:
Você já percebeu quem se afastou
quando você começou a crescer?
Nem todo mundo que fala mal de você te odeia.
Às vezes… só não conseguiu ser você.
Duro de engolir? É.
Mas observa:
Quem realmente não se importa
não perde tempo falando.
Não analisa.
Não acompanha.
Indiferença é silenciosa.
Agora, quem critica demais, comenta demais, distorce demais…
está investindo energia.
E ninguém investe energia
naquilo que não mexe internamente.
Então não se iluda achando que é só “gente ruim”.
Muitas vezes é alguém lidando mal
com a própria frustração.
Só que tem um erro maior aqui—
e esse é seu:
tentar se explicar.
Quanto mais você se justifica,
mais você se reduz
para caber no entendimento limitado de quem já decidiu te diminuir.
Isso não é maturidade.
É autoabandono.
Nem toda crítica merece resposta.
E nem toda opinião merece espaço.
Às vezes, o silêncio não é fraqueza.
É posicionamento.
Agora me diz:
você ainda tenta se explicar…
ou já entendeu que nem todo mundo merece acesso à tua verdade?
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